terça-feira, 5 de julho de 2011

ll FÓRUM DA MULHER LAFS/BAHIA





O CARISMA ESPECIAL DO PE JOSE KENTENICH

Lúcia Muniz[1]


O Pe. Jose Kentenich está entre os grandes homens que Deus deu à Igreja contemporânea. Sua vida e sua obra abrem um novo tempo histórico para a Igreja com um carisma de “singular resplendor” cujo brilho terá sua evidência neste milênio.

Deus escolheu o Pe. Kentenich para que, como seu instrumento especial oferecesse ao mundo a missão especialíssima de Schoenstatt.
Dizia Pe. Kentenich: “Reconheci claramente como tarefa de minha vida, forjar um homem novo em uma nova comunidade. Sempre tive claro e evidente a formação do novo homem, que não se deixa seduzir por frases enganadoras, mas que interiormente decide percorrer um caminho livre de toda pressão exterior...”


Um homem de visão futurista conhecia a realidade da sua época, do nosso mundo paganizado, massificado e despersonalizado; de uma criatividade excepcional tinha em si todo um mundo que devia trazer à luz. Seu pensamento e sua obra estão voltados para um futuro que já começou.

O fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt concebeu uma Obra Internacional com traços originais. Não somos uma ordem religiosa, nem uma congregação de religiosos, mas, um “Movimento” isto é uma grande corrente espiritual orgânica que gera vidas em comunidades a partir do nosso estado de vida. Assim, temos comunidades formadas pelas Irmãs de Maria, sacerdotes de Schoenstatt, padres diocesanos, irmãos de Maria, famílias, jovens, homens, mulheres, mães, enfermos que têm direção própria e vida autônoma.

Somos um Movimento de comunidades diversificadas, mas todas têm sua origem num único acontecimento: a Aliança de Amor selada com a Mãe de Deus no Santuário de Schoenstatt, na Alemanha, no dia 18 de outubro de 1914.
Pe. Kentenich acreditava que somente o novo homem formado pela Mãe de Deus, na Aliança de Amor é capaz de ajudar na renovação do mundo. Essa é a grande missão pela qual tudo ousamos: levar muitas pessoas a selarem sua Aliança de Amor com Maria, a grande educadora, que transformará os homens, em homens novos.

O Pe. Kentenich é caracterizado como “homem da Igreja” num sentido próprio e profundo ele deveria não só estar a serviço da Igreja como sacerdote, mas deveria desempenhar na Igreja uma missão especial. Esta missão, seria promover a renovação religioso-moral do mundo em Cristo com Maria, através da fundação de suas comunidades. A Igreja foi para Kentenich o seu grande amor.

Todo fundador de ordens e/ou comunidades religiosas possui, em relação à sua fundação, a posição e a função de pai espiritual. Assim, esta paternidade não se realiza sem que o fundador seja, ao mesmo tempo educador. O Pe. Kentenich durante toda a sua vida tornou visível, de um modo muito profundo, a paternidade de Deus e também, ao mesmo tempo, explicitou e fez resplandecer a essência e dignidade da paternidade humana.

Um pai que leva a sério a sua paternidade deve ser educador, não, porém um educador que forma as pessoas à sua imagem e semelhança, mas que, na educação serve, de forma abnegada, à vida dos outros. Nesta atitude serviçal, os educadores, segundo Pe. Kentenich devem ser: “amantes que nunca deixam o seu amor”, expressão de São João Bosco.

De todos os traços que o Pe. Kentenich tem o mais marcante e profundo foi o seu relacionamento com a Mãe de Deus. Este relacionamento forte e que marcou toda a sua vida pode ser expresso: ele foi o profeta e instrumento de Maria. Pe Kentenich costumava dizer: “minha missão é anunciar as glórias de Maria”.

A instrumentalidade mariana de Pe. Kentenich estava a serviço da missão maternal e educativa de Maria no Reino de seu Filho. Maria a ele se ligou e dele se serviu para, através dele, como fundador, pai espiritual e educador, formar um homem novo plasmado em Cristo para a nova comunidade.

Assim, como família schoenstattiana, no ano sacerdotal instituído pelo Papa Bento XVI, celebramos em 08 de julho de 2010, os 100 anos de ordenação sacerdotal do fundador da Obra Internacional de Schoenstatt – Pe Josef Kentenich. O reconhecemos como o nosso sacerdote/pai espiritual, educador e agradecemos ao Deus Pai a sua existência em nossas vidas e na vida da nossa Igreja.


“A Santíssima Virgem escolheu o Santuário como a oficina do homem novo, como a oficina da nova comunidade, tal como Deus o deseja para a Igreja novíssima no tempo novíssimo. Ela própria, a MTA, também deseja utilizar as diversas pessoas e Ramos de Schoenstatt como instrumentos perfeitos em suas mãos para a renovação da Igreja.”






[1] Pedagoga, Lafs/BA




Congresso dos 40 anos – dias 22-23 e 24/07/2011 – Londrina/PR





“COROA POR COROA – FIDELIDADE POR FIDELIDADE”!

40 anos de história!


Em Londrina/ Paraná, a MTA, em seu Santuário, reuniu as primeiras Liguistas que foram corações disponíveis ao projeto de Deus Pai. Elas foram instrumentos dóceis e fiéis nas mãos de nossa Mãe e Rainha de Schoenstatt.
Como ocorreu em Schoenstatt, também no Brasil, a Liga Apóstolica Feminina teve início abrangendo jovens, moças e mães, inicialmente em 1946, dando-se um desdobramento orgânico mais tarde, com a fundação dos Ramos autônomos.
Em 1971, as Assessoras dos ramos femininos, organizaram um Encontro para a formação de guias da junventude e das Moça, em Londrina, no Colégio Mãe de Deus, no período de 14 a 28 de julho de 1971. Durante a primeira semana, todas participaram das palestras juntas; a partir do dia 23 de julho foram separadas em grupos para orientação própria.

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